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A Maçã Do Topo!enTHulho |
Comments: Segunda-feira, Junho 29, 2009
MÚSICA - MEMÓRIA AFETIVA Como essa seção do EnTHulho também engloba músicas que me remetem à infância, vou elencar aqui mais uma do disco "XUXA E SEUS AMIGOS", dessa vez a cargo de Chico Buarque, compondo ao lado do mestre infantil Toquinho. Bonita dupla a formada entre "Xu" e "Chi", visto que nenhum dos dois cantam de verdade - no entanto a primeira tem um coração puro e o segundo uma mente excepcional. Com boa vontade, se tira boa música até de pedra! Letra que emociona até o mais duro dos corações...não hpa quem não dê ao menos um sorriso. O meu é bem grandão! ;) O CADERNO Chico Buarque e Xuxa Toquinho/Mutinho O Caderno Chico Buarque Composição: Toquinho/Mutinho Sou eu que vou seguir você Do primeiro rabisco até o bê-a-bá Em todos os desenhos Coloridos vou estar A casa, a montanha, duas nuvens no céu E um sol a sorrir no papel Sou eu que vou ser seu colega Seus problemas ajudar a resolver Te acompanhar nas provas bimestrais Você vai ver Serei de você confidente fiel Se seu pranto molhar meu papel Sou eu que vou ser seu amigo Vou lhe dar abrigo Se você quiser Quando surgirem seus primeiros raios de mulher A vida se abrirá num feroz carrossel E você vai rasgar meu papel O que está escrito em mim Comigo ficará guardado Se lhe dá prazer A vida segue sempre em frente O que se há de fazer TH - Sorrindo! Comments: Comments: Sexta-feira, Junho 26, 2009
ESPECIAL - GESTO DE AMOR ÍNTIMO!
O sorriso mais sincero e franco de toda a MPB! Suspeitíssimo? Pode ser...mas ainda assim não deixarei de dar meu veredicto acerca do novíssimo trabalho de Zélia Duncan. Lançado esse ano, PELO SABOR DO GESTO marca o retorno da cantora em sua carreira solo, depois de duas aventuras experimentais paralelas, que foram sua breve passagem como integrante do grupo Os Mutantes, em 2006, e seu álbum em parceria com a cantora Simone “AMIGO É CASA” de 2008. O último trabalho solo de Zélia tinha sido o eufórico PRÉ-PÓS-TUDO-BOSSA-BAND, de 2005. A festa deu lugar ao intimismo e a uma delicadeza saborosa com esse subjetivo álbum. O intervalo de 4 anos fez bem à cantora. Conhecida como a “arroz-de-festa” na música popular brasileira, Zélia volta discreta, dotada da aspereza, profundidade e maturidade que a credenciaram nos primeiros álbuns. Talvez seja esse o segredo pra minha satisfação pessoal: o disco me remete muito ao INTIMIDADE (1996) e ao ACESSO (1998), no que tange aos temas mais discricionados e íntimos. Encontra-se fácil declarações de amor super fofinhas (TUDO SOBRE VOCÊ – o primeiro single), e músicas realistas que fazem o ouvinte se identificar (NEM TUDO e TODOS OS VERBOS – essa última, parecida com outro sucesso da cantora, VERBOS SUJEITOS, onde também brinca com os verbos e com as ligações que eles tem). Outro marco do disco são suas parcerias. Sempre ávida pra renovar seus parceiros musicais, dessa vez Zélia se vale de vários homens famosos, a começar por John, do grupo Pato Fu, que é o produtor do disco. Talvez tenha sido influente pro resultado ter ficado um “MPB com cara de ROCK”, com direito até guitarras, mas preservando a doçura que impera o disco ao longo das 14 faixas. Além dele, sua esposa, Fernanda Takai, vocalista do grupo, aterrissa numa parceria no mínimo inusitada em BOAS RAZÕES, canção que abre o disco, com um clima bem “western”e composta, no original, pelo francês Alex Beaupaes, que também escreveu a música-titulo. Sim, a veia experimental de Duncan permanece revigorada!
Retorno depois de duas experiências paralelas Mais parceiros: Chico César (parceiro contemporâneo de sua geração, já era hora de terem algo juntos), Zeca Baleiro (autor da minha música favorita do disco, SE UM DIA ME QUISERES, onde faz um jogo delicioso com rimas gostosas de palavras como Hangares, Pesares, Voares, Czares, Avatares...), Moska (já conhecido antigo amigo e compositor, aqui com a bela SINTO ENCANTO), Nei Lisboa (também autor da minha segunda preferida, TELHADOS DE PARIS). Algumas regravações (DUAS NAMORADAS, do sempre necessário Itamar Assumpção) e AMBIÇÃO, que alguns consideram um pedido de perdão a Rita Lee, pela passagem de Zélia pelos Mutantes. A música de Rita caiu como uma luva (o que não é surpresa, pois Rita e Zélia tem tudo a ver!).
Fernanda Takai e seu marido John: envolvidos no projeto Como não poderia deixar de ser, estou vivendo o disco novo de Zélia desde o seu lançamento. A primeira faixa que escutei foi ABERTO, ano passado, com clipe singelo dirigido pela atriz Ana Beatriz Nogueira, e a música, de autoria da Zélia, musicada por Edu Tadeschi, no entanto essa canção é a que mais no remete ao estilo antigo de Zélia dentre as demais do álbum. Ainda estou extasiado por TELHADO DE PARIS, SE EU FOSSE, SE UM DIA ME QUISERES, NEM TUDO, TELHADOS DE PARIS, SINTO ENCANTO...estou ouvindo e vivendo o disco, que já considero um dos maiores BOLA-DENTRO da carreira da cantora. E cada vez mais acerta! Como disse um amigo comum: “o novo disco de Zélia passa facinho por uma das mais belas novas produções cinematográficas, com roteiro inteligente, produção caprichada e apto por nos emocionar a cada segundo”. Pronto pra ser degustado por várias rodadas, repetido infinitas vezes e a cada nova audição, um novo detalhe lindo a ser percebido. Fã é fã...e ainda sendo de gente competente, a aura fica mais estrelada!
TELHADOS DE PARIS Zélia Duncan / Nei Lisboa Venta Ali se vê Onde o arvoredo inventa um ballet Enquanto invento aqui pra mim Um silêncio sem fim Deixando a rima assim Sem mágoas, sem nada Só uma janela em cruz E uma paisagem tão comum Telhados de Paris Em casas velhas, mudas Em blocos que o engano fez aqui Mas tem no outono uma luz Que acaricia essa dureza cor de giz Que mora ao lado e mais parece outro país Que me estranha mas não sabe se é feliz E não entende quando eu grito O tempo se foi Há tempos que eu já desisti Dos planos daquele assalto E de versos retos, corretos O resto da paixão, reguei Vai servir pra nós O doce da loucura é teu, é meu Pra usar à sós Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti http://www.youtube.com/watch?v=pNujDetukdc ABERTO Edu Tadeschi / Zélia Duncan Vou tentar manter o coração aberto pra você, Apesar dos outros, Apesar dos medos, Apesar dos monstros nos meus pesadelos Vou tentar manter o coração aberto pra você, Apesar dos trincos, Apesar dos trancos, Apesar dos dias repetidos que são tantos. Eu vou tentar manter o coração aberto pra vc. Apesar da chuva, Apesar da rua, Apesar da hora, Apesar dos pesares, das canções, dos lugares, Apesar dos meus pensamentos, dos perigos, dos próximos momentos. Eu de coração aberto pra você, de coração aberto pra você. TH - Totalmente aberto! =] Comments: Comments: Quinta-feira, Junho 25, 2009
MÚSICA PRA PAZ! Por que eu tô NA PAZZZZZ! Entre o bem e o mal eu fico com a PAZ. Né não, Cassião? =]
DE ESQUINA Cássia Eller & Xis Esquina, paranóia delirante Atrás de uma farinha loucura, na pane Seqüencia dum papel Não curto isso aí, mas tô ligado na parada que domina por aqui Fumando um baseado, curtindo de leve No pagode lá da área, eu tô esperto No movimento que se segue, segue e vai Eu vou levando, eu vou curtindo, até não dar mais Tudo prossegue normal, até onde eu sei Enquanto isso é a melhor cerveja que vem Leva essa, traz mais uma e põe na conta Tô sem dinheiro, tá valendo, eu tô a pampa São várias delas passeando por aí... Mais e aí No balançar, no psiu, dentinho vem a mim Meu 71, sei que é bom, dá pra convencer E essa noite, ai, meu Deus, eu vou comer A fuleragem predomina, e rola solta Um tititi, um auê, e aí... mas e aí No goró eu viajei, já tomei demais Paranóia delirante, eu tô na paz Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Atrás de uma farinha loucura na pane A esquina é perigosa, é atraente Nossa, quanta gente, que movimento interessante Um carro desce, o outro sobe "Pro boite do Natal", pra onze esquinas da cohab 2 Todo mundo à vontade, aê cuidado, Mano que é mano tá ligado Chega como eu cheguei Fica como eu fiquei (pisa como eu pisei) Faz como eu fiz, eu sou o Xis Então me diz, Cássia Eller, diz pra mim Me cita qual que é dessas esquinas que existem por aí São todas nóias delirantes Ou estão naquela nossa paz? Devagar e sempre Em toda área tem um otário que quer mais "botar pra frente" Resolver a diferença, acabar com aquela treta Eu vou pedir mais uma "breja" Eu tô na paz, vou colar naquela preta Chega de morte, de tiro Tô fora dessa "puli" Já tô fudido, estado crítico E aí randal tudo igual ? deixa comigo Puxa uma cadeira, traz seu corpo e senta aí... eu tô aí Pega o dominó e faz um dez que eu vou ali... eu tô aqui Encara aquele apê de logo mais com aquela mina... certo O meu esquema preferido da esquina Esquina, paranóia delirante, eu tô na paz Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Esquina, Paranóia delirante [EU TÔ NA PAZ!] Atrás de uma farinha loucura, na pane Esquinas com os mano sempre em frente Sexta sempre em frente Sábado, domingo, como sempre O que vou fazer? e aí fazer o quê? Segunda, terça, quarta, quinta, não é diferente Dentinho, preto original Eu sou mais um mano de idéia Só mexo com a pá e pum Virei terror, a rima é minha bomba Meu território é o lado leste E a gente se encontra... eu tô aí Pode chegar, a esquina é o meu lugar Rei, eu quero é mais Sou uma aliado do meu povo Periferia em paz Eu tô na paz! TH - Eu sempre tô! Comments: Comments: Terça-feira, Junho 23, 2009
MÚSICA DA SEMANA Mais pisciana impossível! =]
EM ÓRBITA Jorge Vercilo Quero ter você Pelo simples fato de ter tudo a ver, Não dá pra disfarçar. Céu do bem-querer Tua boca linda, lua sobre o mar. Decifra-me ou te devoro! Sabe ler meu olhar Fissura é pouco, Eu sinto que é mais fundo que o mar Êxtase,frênesi. É todo meu viver Em órbita há dias por você Quero ter você Muito mais que um dia, eu sonhei querer. É só você chegar Pra me enlouquecer, Brilho espontâneo de oceano e mar E um Mediterrâneo no Azul do olhar Ah, meu Deus! Dislumbre é pouco, amor. Eu digo que é mais fundo que o mar Êxtase, frênesi. É todo eu viver Em órbita há dias por você Sabe ler meu olhar ? Fissura é pouco, amor. Eu sinto que é mais fundo que o mar. Êxtase,frênesi. É o céu do meu viver Em Orbita até pousar, Em Orbita até descer. Em Orbita ha dias por você... TH - *.* Comments: Comments: Segunda-feira, Junho 15, 2009
MÚSICA DA SEMANA Desculpem a semaninha de ausência...realmente foi bem cheia. Esse ano não teve música pros dia dos namorados, mas não preciso de data pré-definida pra me declarar "bloguísticamente"! rs Hj, no entanto, nada de declarações, e sim declamações! Marina Lima, ex-sem-voz e eternamente necessária defende uma das letras mais ricas e que abre o meu disco preferido dela, Virgem!
PSEUDO BLUES Nico Rezende. Voz: Marina Lima Dentro de cada um Tem mais mistérios do que pensa o outro Uma louca paixão avassala a alma o mais que pode O certo é incerto O incerto é uma estrada reta De vez em quando acerto Depois tropeço no meio da linha Tem essa mágica O dia nasce todo dia Resta uma dúvida O sol só vem de vez em quando O certo é incerto, o incerto é uma estrada reta De vez em quando acerto Depois tropeço no meio da linha TH - Perfeição! Comments: Comments: Segunda-feira, Junho 08, 2009
MÚSICA DA SEMANA Sou grande fã e admirador. Caso contrário ele não estaria aqui no blog tantas vezes... Essa música fez muito sucesso na voz de Marina Lima, que pra mim é sua melhor intérprete, no entanto o teor da letra e a melodia é totalmente do universo do Moska, bem como a ironia e a maneira poética de dar um fora elegante, admitindo ter feito de tudo antes para que pudesse dar certo (apesar de conter uma dose de orgulho que não faz parte da minha natureza, de fato...). Grande Moska! Já é prata da casa e tenho o prazer de dizer que o conheci pessoalmente em 2006, e que traz junto com seu talento uma grande simpatia e franqueza!
ADMITO QUE PERDI Moska Se você não suporta mais tanta realidade Se tudo tanto faz, nada tem finalidade Então pra quê viver comigo? Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo Olhei pro amanhã e não gostei do que vi Sonhos são como deuses Quando não se acredita neles, deixam de existir Lutei por sua alma, mas admito que perdi E agora vou me perder nesse planeta conhecido Intuir novos mistérios que ficaram escondidos Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus Olhei pro amanhã e não gostei do que vi Sonhos são como deuses Quando não se acredita neles, deixam de existir Lutei por sua alma, mas admito que perdi TH - Zoombindo no meu ouvido desde sempre! Comments: Comments: Quinta-feira, Junho 04, 2009
MÚSICA Por mais que esse blog pareça abandonado de visitantes, eu não vou deixar ele morrer tão cedo! Sempre há coisa nova pra mostrar, ou antigas a redescobrir, em termos de música popular brasileira, pra compartilhar com vocês. Revendo antigas postagens, notei que na história do enTHulho, nunca a Angela Ro Ro deu as caras por aqui. O mais próximo foi uma música de sua autoria, mas que coloquei aqui com o Barão Vermelho em Junho de 2005, "Amor Meu Grande Amor". Ícone da mpb feminina (e lésbica), intérprete e compositora, Ângela revolucionou nossa saga musical nos anos 70 e principalmente 80 (Fogueira, pra mim, está sempre na relação das melhores letras da música brasileira), mas essa música que coloco hoje é mais contemporânea. Pra provar que a moça ainda tem muito vigor pela frente!
COMPASSO Angela Ro Ro Composição: Ricardo MacCord / Angela Ro Rô É o que pulsa o meu sangue quente É o que faz meu animal ser gente É o meu compasso mais civilizado e controlado Estou deixando o ar me respirar Bebendo água pra lubrificar Mirando a mente em algo producente Meu alvo é a paz! Vou carregar de tudo vida afora Marcas de amor, de luto e espora Deixo alegria e dor ao ir embora Amo a vida a cada segundo Pois para viver eu transformei meu mundo Abro feliz o peito, é meu direito! TH - De todos nós, Angela! Comments: Comments: Terça-feira, Junho 02, 2009
MÚSICA DA SEMANA Nunca fui Jovem Guardista...dos movimentos musicais brasileiros,históricos, esse certamente foi o que mais desagradou. Tudo bem que grandes nomes saíram dele, mas eu o via como uma imitação barata do roque americano. Sempre fui mais afeito à Tropicália e à Bossa Nova. Nunca imaginei colocar Wanderléia aqui, no entanto ela lançou um disco muito bom ano passado, onde canta composições brasileiras de altíssimo nível. Dentre elas, uma de um cara que há muito tempo não aparece aqui no EnTHulho, mas que o admiro, por ter uma voz firme e poderosa e uma mente insana muito boa, capaz de exprimir composições loucas e certeiras! Essa não é diferente e calhou de vir num momento ímpar! *.* Vai que é tua, Arnaldo! SE TUDO PODE ACONTECER Arnaldo Antunes Interpretação: Wanderléia Se tudo pode acontecer Se pode acontecer qualquer coisa Um deserto florescer Uma nuvem cheia não chover Pode alguém aparecer E acontecer de ser você Um cometa vir ao chão Um relâmpago na escuridão E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira Eu quero que esse momento dure a vida inteira E além da vida ainda de manhã no outro dia Se for eu e você Se assim acontecer. . . Se tudo pode acontecer Se pode acontecer qualquer coisa Um deserto florescer Uma nuvem cheia não chover Pode alguém aparecer E acontecer de ser você Um cometa vir ao chão Um relâmpago na escuridão E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira Eu quero que esse momento dure a vida inteira E além da vida ainda de manhã no outro dia Se for eu e você Se assim acontecer. . . TH - Terminando trabalhos da semana ambiental :/ Comments: |